quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano de 2009

A Direcção da ASCRR deseja a todos os associados e visitantes deste Blog, um maravilhoso Ano de 2009.
A Direcção

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Falecimento do Sr Moreira

A Direcção da ASCRR, apresenta as condolências aos familiares do Sr. Moreira, tesoureiro da Junta de Freguesia de Rebordainhos e residente nos Pereiros.
A Direcção

ASSEMBLEIA GERAL

A DSCRR, informa que por motivos de queda de neve intensa e de gelo no dia 27 do corrente mês, não foi possível realizar a Assembleia Geral, pelo que, oportunamente, será marcada nova data para a realização da mesma.
A DIRECÇÃO

domingo, 14 de dezembro de 2008


O Blog deseja

A Todos os que nos visitam um

Orkutei.com  Recados Animados para seu Orkut
e
um Bom ano de 2009

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008


Assembleia Geral - 27 de Dezembro de 2008

CONVOCATÕRIA

Carregue na imagem para ampliar


PLANO DE ACÇÃO PARA 2009

ponto 2 da Ordem de trabalhos da convocatória
da AG de 27 de Dezembro de 2008





Proposta de alteração de Estatutos

ponto 2.3 da Ordem de trabalhos da convocatória
da AG de 27 de Dezembro de 2008

(carregue em cima das imagens para ampliar)







sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Parabéns


Muitos parabéns aos Sócios da ASCRR que a seguir se transcrevem e cujo aniversário ocorre durante o mês de Dezembro, desejando a todos o maior sucesso nas suas vidas.

Amílcar dos Anjos Pires
Frederico Fernandes
Américo Amadeu Pereira
Albino Alves Rodrigo
Maria Isabel Correia Martins
Gualter Nunes
Armindo António Pais
Celeste dos Anjos Nunes
Nuno de Santa Maria Caminha

A Direcção

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Reunião da ASCRR

A Direcção da ASCRR comunica que a reunião referente ao mês de Dezembro se efectuará no próximo dia 8 às 15 horas, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1 - Informações
2 - Admissão de sócios
3 - Informação financeira
4 - Plano de Actividades para 2009
5 - Orçamento para 2009
6 - Propor a reunião da Assembleia Geral para o próximo dia 27 de Dezembro pelas 15 horas

A DIRECÇÃO

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


Artigo publicado hoje no Jornal Nordeste

Associação pretende transformar a antiga escola primária num equipamento de apoio aos idosos

Rebordainhos quer Centro de Dia

A Associação Social, Cultural e Recreativa de Rebordainhos (ASCRR), no concelho de Bragança, quer transformar o edifício da antiga escola primária num Centro de Dia, com a valência de Apoio Domiciliário.

Reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), desde o passado mês de Junho, a colectividade pretende centrar o seu trabalho no apoio aos idosos e às pessoas mais carenciadas.
O envelhecimento da população é um problema que afecta a freguesia, pelo que se torna necessário criar equipamentos para dar resposta à Terceira Idade. “Dos cerca de 150 habitantes de Rebordainhos, cerca de 35 por cento têm mais de 65 anos”, realçou o presidente da ASCRR, José Maria Pereira.
Alguns idosos já recebem apoio de outros lares, nomeadamente de Santa Comba de Rossas ou de IPSSs de Bragança. “As pessoas vão passar a ter um espaço de convívio mais perto de casa. Também queremos reforçar o Apoio Domiciliário, porque há idosos que gostam de estar na sua própria casa e outros não têm condições para se deslocar”, acrescenta o responsável.
A transformação da antiga escola primária, encerrada há cerca de três anos, num Centro de Dia deverá custar cerca de 50 mil euros. “Vamos tentar pedir apoio às instituições e, enquanto associação, também estamos a tentar angariar alguns fundos”, frisou José Pereira.

O apoio social e a preservação das tradições são as apostas da colectividade

O próximo passo é reunir com a Câmara Municipal de Bragança para solicitar a cedência do edifício da escola. “A sede da associação já funciona numa das salas, mas para o Centro de Dia precisamos da outra sala”, sustenta o presidente da colectividade.
A ideia da ASCRR é criar um equipamento social para beneficiar a população da freguesia de Rebordainhos e das aldeias limítrofes, que pertencem ao concelho de Macedo de Cavaleiros.
No que toca ao plano de actividades, a associação já organizou uma sardinhada, no passado mês de Agosto, e um magusto tradicional, para assinalar o Dia de Todos os Santos. “A participação foi bastante positiva e superou as nossas expectativas”, enalteceu José Pereira.
Depois de concretizado o projecto social, a ASCRR também pretende apostar na reactivação de tradições e recuperação de património. “Na sardinhada também tentámos reavivar jogos tradicionais, danças e cantares, que estavam esquecidos. Queremos continuar esse trabalho”, salientou o responsável. Com 132 associados, a colectividade dá a conhecer a sua missão em www.ascrrebordainhos.blogspot.com.



Por: Teresa Batista

Boas práticas ambientais

A noticia saiu no Jornal Nordeste e achamos que merece destaque!

Alunos da EB 2/3 de Izeda recolheram 120 litros de óleos usados

foto
Izeda atenta à ecologia

120 litros de óleos alimentares usados recolhidos renderam à EB 2/3 de Izeda, no concelho de Bragança, cinco bicicletas. A acção, levada a cabo pelos 170 alunos daquele estabelecimento de ensino, integra-se na campanha “Recolha de Óleos Alimentares Usados nas Escolas”, no âmbito do Plano de Sensibilização para 2008 promovido pela empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


LISTA DE SÓCIOS DA ASCRR

Já somos muitos:

Lista actualizada em 14 de Novembro de 2008


1 – António Bernardo Pereira
2 – Francisco António Martins
3 – Eduardo Alcino Pereira
4 – Tarcísio Manuel Martins
5 – David Augusto Fernandes
6 – Victor Alexandre Martins
7 – Mário Augusto Bernardo
8 – Alexandre Augusto Pires
9 – Alcino Benjamim Pereira
10 – Mário Augusto Pereira
11 – António Vaz Pereira
12 – José Maria Pereira
13 – Regina do Céu Fernandes
14 – Amílcar dos Anjos Pires
15 – Francisco Manuel Ferreira
16 – Alcino Gualter Pereira
17 – Orlando Henrique Fernandes
18 – Dinis Batista da Silva
19 – Rufino Manuel Neves
20 – Maria Edite da Cunha Pereira
21 – Vítor Amaro Fernandes
22 – Justa Conceição Sousa Fernandes
23 – Maria Elvira Alves
24 – Ernesto Duarte Fernandes
25 – Carpon Romains
26 – Madalena Nunes
27 – Júlia Nunes
28 – Jean Louis Fernandes
29 – Gualter Nunes
30 – Maria do Céu Ramos Monteiro
31 – Louis César Fernandes
32 – Lúcia Fernandes Moreira
33 – Joaquim Araújo Moreira
34 – Esperança Ferreira
35 – Frederico Ferreira Fernandes
36 – Ezequiel dos Santos Torres
37 – Maria Olema Pereira
38 – Assunção Nazaré Martins
39 – Emídio dos Santos Pires
40 – Maria Fernanda Bernardo
41 – Armindo António Pais
42 – Maria da Glória Alves Pereira
43 – Paulo Vinhas Pires
44 – Maria de Lurdes Fernandes Pires Rodrigues
45 – Luís Manuel Rodrigues
46 – Maria Madalena Pereira Martins
47 – Luís Manuel Pereira
48 – Maria Helena Alves Pereira
49 – Maria Imelda Pereira
50 – António Manuel Morais Gomes
51 – Maria de Lurdes Pereira Carlos
52 – Élia da Anunciação Vaz
53 – César Ramos Pereira
54 – Conceição dos Santos Fernandes
55 – Frederico da Assunção Pires
56 – Maria Lúcia Martins
57 – Fernando Caminha
58 – Jacinta de Jesus Martins
59 – Clotilde Augusta Martins
60 – Nuno de Santa Maria Caminha
61 – Delfina de Lurdes Pereira
62 – Agostinho Jorge Ferreira
63 – Zulmira da Conceição Martins
64 – Arminda da Conceição Martins
65 – Maria Manuela Fernandes
66 – Adília Julieta Morais
67 – Emília Maria Pereira
68 – Maria Adriana Caminha
69 – Maria de Fátima do Nascimento
70 – Sónia do Nascimento Ferreira
71 – Agostinho do Nascimento
72 – Esmeralda Alice Pereira
73 – Eurico Santos Martins
74 – Pôncio de Jesus da Silva
75 – Carlos Augusto Fernandes
76 – Celeste dos Anjos Nunes
77 – Francisco António Martins
78 – António Maria Martins
79 – Maria do Espírito Santo Morais
80 – Guilherme Augusto Pereira
81 – José Jorge Martins
82 – António Carlos Estevinho Pires
83 – Alberto do Nascimento Pereira
84 – Américo Amadeu Pereira
85 – Horácio Augusto Morais
86 – Nuno Álvaro Vaz
87 – Vitorio Pereira Martins
88 – Julieta Maria Fernandes Rodrigues Martins
89 – Maria Augusta Martins
90 – Maria Isabel Correia Martins
91 – Carlos Alberto Martins
92 – Ramiro Alberto Valente
93 – Ana da Luz Morais
94 – Maria Albertina Costa
95 – Maria de Lurdes P. Fernandes Caminha
96 – Manuel António Caminha
97 – Maria Irene Félix Moutinho
98 – Fernando Augusto Alves Pereira
99 – Amadeu Augusto Alves Pereira
100 – Maria de Fátima Alves Pereira Morais
101 – Benigna do Rosário Alves Pereira Barreira
102 – Eduarda Cristina Alves Pereira Fernandes
103 – João Carlos Rodrigues Stocker
104 – Maria de Fátima Pereira Stocker
105 – Maria Olímpia Pereira
106 - Patricia Maria Morais Gomes
107 - Alexandra Cristina Morais Gomes
108 - Isabel Maria Morais Gomes
109 - Júlia Esmeralda Pereira Carrasqueira
110 - Serafim dos Santos Carrasqueira
111 - Bárbara Fernandes Pais
112 - Manuel Pais
113 - António Manuel dos Santos
114 - Ana Maria Pereira Gonçalves
115 - Duarte Carlos Gonçalves
116 - Orlando Ferreira
117 - João Eustáquio
118 - Jerónimo Alves
119 - António Jorge Pereira
120 - Herculano Domingues
121 - António Belizário Vinhas Pires
122 - Marcolino Augusto Gonçalves
123 - Albino Alves Rodrigo
124 - Elisabete Afonso Oliveira
125 - Norberto Prada Oliveira
126 - Mafalda Regina Fernandes dos Santos
127 - Álvaro de Jesus Gonçalves Carvalho Alves da Silva
128 - Maria Guiomar Morais Gomes Fernandes
129 - João Batista Fernandes
130 - António Augusto Pereira
131 - Artur Augusto Pereira
132 - Maria Amélia Pereira Lima
133 - Filinto Elias Martins
134 - Casimiro Augusto Pires
135 - Maria Margarida Martins
136 - António Manuel M. Pires
137 - Maria Luisa Pires
138 - Carlos Alberto Pires
139 - Manuel João M. Pires
140 - Maria de Lurdes Martins
141 - José António Fernandes
142 - Fernando Batista Silva
143 - Orlando Augusto Martins
144 - Elisa A. Veigas Gonçalves
145 - Manuel António Pereira
146 - António Braz Pereira
147 - Maria Zulmira Moreno Morais
148 - Carlos Aníbal Pereira
149 - Maria de Lurdes Rei Pereira
150 - Graciete Leitão Pereira da Rocha
151 - Duarte Nuno da Rocha
152 - Amaro Silvério Pereira
153 - Maria Augusta Pereira da Mata
154 - Alfredo Augusto Fernandes
155 - Mário Alberto Fernandes
156 - Carlos Duarte Moutinho Martins
157 - Mercês Zamora Martins
158 - Maria Antónia Gonçalves Pires
159 - Manuel António Pinheiro
160 - Maria de Lurdes Gonçalves de Sá
161 - Maria do Rosário Fernandes
162 - Armando Carlos Braz Pereira
163 - Gilberto do Nascimento Fernandes
164 - Rui Miguel Rodrigo Freixedelo
165 - Filomena Pereira Doré
166 - Filipe José Rodrigo Freixedelo
167 - Luís Manuel Roderigo
168 - Guilhermino dos Santos Fernandes
169 - José António Pereira Tomé
170 - Artur Podence
171 - José Augusto Fernandes
172 - José Albino Veiga
173 - Elisa Assunção Martins
174 - Maria Teresa Gomes Fernandes
175 - Manuel Gonçalves Fernandes
176 - Maria Celina Alves Pereira
177 - Carlos Alberto Pires

Comentário - Sr. Américo

Ceu, os meus respeitosos cumprimentos.
Hoje, 13 de Novembro de 2008, a minha saudação para a "ASCRR" que celebra o 2º. aniversário e podemos afirmar que é uma realidade. Temos que encarar este facto consumado como um bem para a Comunidade de Rebordainhos, embora estes dois anos não passem um pouco além duma
promessa em que os fundadores nos fizeram acreditar. A semente está lançada mas cabe a todos a obrigação de contribuir com tudo o que acharmos de bom para que a Associação cumpra os objectivos para que foi criada.
Toda a gente pode ser útil quando se interessa, quando pergunta,
quando participa e quando dá sugestões, a seguir temos os menbros da Direcção para pôr tudo em prática.
Faço um apelo à Comunidade de Rebordainhos para que o interesse pela Associação passe a ser uma preocupação do dia a dia. Todos juntos iremos até onde acreditamos.

Américo

quinta-feira, 13 de novembro de 2008


Fundação da ASCRR

Faz hoje dois anos que a ASCRR foi fundada.


Os membros do Blog de Rebordainhos, não podiam deixar passar esta data sem prestar a justa homenagem aos sócios fundadores , à Direcção e a todos os sócios .

Deixamos aqui o nosso voto do maior sucesso na actividade a que se propuseram, reiterando a nossa disponibilidade em colaborar no que for possível.

Saudações Transmontanas

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Comentário do Sr. Américo

Céu, os meus respeitosos cumprimentos.
Congratulo-me com a rubrica de hoje "PARABÉNS" porque é agradável ver os nomes de
alguns associados no blog e ao mesmo tempo há a hipótese de saudar pessoalmente
no caso de haver um conhecimento mais familiar. Para já apresento os meus parabéns
a todos e faço votos de poder repetir a saudação em Novembro de 2009.
Céu, agradeço-lhe o favor de enviar o comentário acima para publicação no blog.
Sem outro assunto de momento, mais uma vez, os meus cumprimentos.
Américo

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PARABÉNS

A Direcção da ASCRR deseja a todos os sócios cujo aniversário ocorre durante este mês de Novembro, as maiores felicidades.
Muitos parabéns!

- Manuel António Caminha
- António Manuel Morais Gomes
- Alcino Benjamim Pereira
- Lúcia Fernandes Moreira
- Delfina de Lourdes Pereira
- Artur Augusto Pereira
- Jean Louis Fernandes
- Álvaro de Jesus Alves Silva
- Maria Madalena Pereira Martins

domingo, 9 de novembro de 2008


Apicultura com um toque feminino

Sandra Barbosa aposta na produção de mel, pólen, velas decorativas, sabonetes e chás

foto
Apicultura com um toque feminino

Aos 30 anos, Sandra Barbosa concilia o mundo das abelhas com o negócio e as aulas que lecciona no ISLA- Bragança. A apicultura surgiu na vida desta jovem empresária no âmbito do mestrado sobre a caracterização química do pólen apícola do Parque Natural de Montesinho.

Sandra Barbosa instalou as primeiras 25 colmeias na zona do Zoio, em 2006, apoiada pelo programa AGRO. Licenciada em Engenharia Biotecnológica e com o mestrado em Química, o sector apícola foi o caminho escolhido por Sandra para sair da situação de desemprego. “Enquanto fiz o mestrado dei aulas na Escola Superior Agrária. Depois houve necessidade de reduzir o corpo docente e eu fui uma das professoras afectadas”, conta.

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Magusto

A preparação do Magusto


Enquanto não havia castanhas a assar um copo para aquecer.




No passado dia 01 de Novembro, a ASCRR e a Junta de Freguesia, realizaram o tradicional magusto, onde além da boa castanha assada, própria da Região, houve o bom pão de Rebordainhos, vinho, jeropiga, aguardente e carne assada.

A boa castanha da terra quase pronta para ser apreciada

Para assar a castanha directamente na fogueira, contámos com o apoio do Senhor Hermínio, que nos trouxe o respectivo assador tradicional.
Apesar de ser dia de apanha da castanha, o que deverá ter impedido algumas pessoas de comparecerem, no final do dia ainda se juntaram um grupo de mais de 50 pessoas que souberam aproveitar a diversão e o convívio.


A fogueira era tão grande que ninguém sentiu o frio da geada que se estava a formar naquela noite.


Foi uma experiência bem sucedida e para repetir no próximo ano.
Um muito obrigado a todos os que estiveram presentes.

Deixo uma nota: Na fase em que esteve presente o maior número de pessoas, não se tiraram fotos por já ser de noite.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Magusto - Sr. Américo

Céu,
Já fui convidado para o magusto e a seguir também vi o blog. Gostaria de estar presente mas ainda não vai ser agora que vou aí. Tenho cá compromissos já assumidos para a véspera, sexta feira e a segunda feira logo de manhã, o que para mim já se torna em tempo muito limitado. Não vão faltar outras ocasiões. Desejo a todos os presentes um dia bem passado, uma confraternização expontanea,uma abertura de diálogo construtivo,boas castanhas e bom vinho.
Que haja um brinde de compromissos para construir uma Associação com sucesso. É com convívios sãos que as pessoas se tornam mais unidas para um esforço comum. Fico à espera da reportagem no blog.

Os meus cumprimentos para todos.

Céu, por favor, leve eata mensagem para o magusto para conhecimento dos presentes.
Américo

terça-feira, 21 de outubro de 2008


Magusto - Convite


Carregue em cima da imagem ou do texto para ampliar o convite

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Memórias da Senhora Conceição

Eram assim os tempos: aprendia-se na escola e ficava para a vida. A Senhor Dona Maria ensinou tudo às meninas de Rebordainhos que, hoje, sendo a geração dos mais velhos, ainda reproduzem, de cabeça, aquilo que aprenderam. Eis a senhora Conceição que, sem errar uma letra, disse de cabo a rabo cada um dos três poemas que, a seguir, se transcrevem.

Disse, não. Declamou! Eu não estava lá, não ouvi, mas olhando para as fotografias percebe-se bem com que entrega e alegria ela o fez. É assim mesmo, senhora Conceição. Bem-haja por isso e por muitas outras coisas.

Fátima Stocker


OS CASTANHEIROS


Que lindos Outeiros
Ao longe a Montanha
Que bons castanheiros
Que bela castanha

Por entre os arbustos
Do souto já velho
Fumega o magusto
Há lume vermelho

A gente da aldeia
De roda à porfia
Cantando semeia
Canções de alegria

Que vida tamanha
Por estes Outeiros
Que bela castanha
Que bons castanheiros



O CARVALHO ESBURACADO

Caem folhas de uma a uma
Na relva verde do prado
São folhas dos castanheiros
Do choupo e dos sobreiros
Do carvalho esburacado

As folhas amarelinhas
Vão caindo, vão caindo
Parece o choro das plantas
Martirizadas e santas
Pelo sol que vai fugindo

A planta fica despida
Fica triste, fica nua
Assemelha-se a um pobrinho
Sem amparo, sem carinho
Como estes que andam na rua

Pobre planta sem folhinhas
A tremer, a tiritar,
É como um bebé sem lar
Para aquecer as mãozinhas.



CASEBRE DOIRADO

Vivo além no meu casebre
Onde há cheiro a rosmaninho
Onde nasceram meus pais
E os rouxinóis fazem o ninho

Foi lá que aprendi a rir
A cantar, a trabalhar
Saio sempre entre cantigas
E volto sempre a cantar

Dizem que no meu casebre
Tudo aparenta a pobreza
Não me importo do que eles dizem
Se para mim tudo é riqueza

Eu não troco o meu casebre
Por um palácio doirado
Que não cheira a rosmaninho
Nem tem ninhos no telhado

Fotografias da Céu Fernandes

____

Nota: o poema dos castanheiros (a que acrescentam refrão) integra o cancioneiro do Rancho Folclórico de S. Tiago, de Mirandela. Quem quiser ver a página desse rancho, pode clicar sobre o sublinhado

domingo, 19 de outubro de 2008

Castanha da Terra Fria - DOP

Castanha da Terra Fria - DOP (Denominação de origem protrgida)
Zona de Origem: A área geográfica de produção está circunscrita aos concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Valpaços, Vimioso e Vinhais.
Castanhas provenientes de cultivares regionais (Longal - mais de 70% -, Judia, Côta, Amarelal, Lamela, Aveleira, Boa Ventura, Trigueira, Martaínha e Negral) de Castanheiro europeu, muito brilhantes, de forma elíptica alongada e boa aptidão para o destaque. O castanheiro tem e teve, desde sempre, uma importância fundamental para as populações de Trás-os-Montes, primeiro como recurso alimentar essencial e depois como uma das principais fontes de rendimento.
Aroma e Sabor: Sabor característico
Apanha e Tratamento: Não é permitida a aplicação de tratamentos fitoquímicos às árvores e, como tal, os frutos estão isentos de resíduos e pesticidas. A recolha dos frutos é feita no chão, para que a maturação seja completa, não sendo permitido nenhum método mecânico de apanha. Os frutos são colhidos por variedade e agrupados em lotes. O acondicionamento deve ser feito em local seco e arejado.
Área de Produção (ha): 110000
Coloração: Cor castanha avermelhada, muito brilhante, com estrias longitudinais escuras
Forma de Comercialização: Existe nas variantes de castanha fresca e castanha transformada (pilada, congelada, confitada ou em calda), devidamente acondicionada e identificada.
Legislação Aplicável: A área geográfica delimitada de produção consta do Despacho 44/94, de 20-01, o qual também reconheceu a Denominação de Origem. A TRADIÇÃO E QUALIDADE foi reconhecida como Organismo Privado de Controlo e Certificação pelo Aviso do DR nº 28/94, de 03-02. A Denominação de Origem foi registada e protegida pelo Regulamento (CE) nº 1107/96, de 12-06.
Número de Produtores: 6675
Observações: DOP - Denominação de Origem Protegida
Organismo de Controlo e Certificação: TRADIÇÃO E QUALIDADE - Associação Interprofissional para Produtores Agro-alimentares de Trás-os-Montes
Produção Anual (Toneladas): 5675
Telefone (OCC): 278261410
Informação recolhida na Internet . Apesar do desconhecimento completo do assunto, fiquei com a ideia de que a Castanha produzida na Freguesia poderia ser comercializada como DOP se para isso os seus produtores aderissem à sua certificação. Quais as vantagens e desvantagens que daí adviriam, também seria interessante conhecer.
Em contacto efectuado com a entidade certificadora, fuquei a saber que não tinham recebido nestes últimos anos nenhum pedido de certificação de castanha da Terra Fria e que qualquer pedido de certificação se deve iniciar sempre no inicio da Campanha anual, dado que e entidade tem que conhecer o historial dos Soutos, também me informaram que o processo se deve iniciar através da Associação dos produtores de Castanha do Distrito de Bragança.
A castanha da região de Marvão e Portalegre também poderá ter a designação de DOP

sábado, 18 de outubro de 2008


Ouro à vista em Moncorvo
Noticia do semanário Nordeste

Análise geológica na zona do“Buraco dos Mouros”, em Urros, revela fortes vestígios do metal dourado

foto
Ouro à vista em Moncorvo

Os vestígios encontrados no “Buraco dos Mouros”, em Urros, no concelho de Torre de Moncorvo, levam a crer que este local foi uma exploração de ouro no tempo dos Romanos. É bem visível uma pequena cavidade na zona do castro de Nossa Senhora do Castelo, um povoado fortificado da Idade do Ferro, com sinais da romanização e do período Medieval, com fortes características de exploração aurífera.
As potencialidades desta zona rochosa foram reveladas, no passado sábado, no Museu do Ferro de Torre de Moncorvo, pelo professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Alexandre Campos Lima. Durante a palestra subordinada ao tema “Minas de Ouro Romanas em Portugal”, o estudioso baseou-se na tese de mestrado da autoria de Carla Martins para falar sobre o “castro” de Nossa Senhora do Castelo de Urros e do “Buraco dos Mouros”.
Na óptica de Alexandre Lima, este local encontra-se na zona de charneira de uma dobra geológica, onde há intercalações de rocha negra, havendo fortes possibilidades de ocorrência de precipitação de fluidos ricos em ouro. Este metal terá sido explorado durante a ocupação dos Romanos.
De acordo com alguns historiadores, as minas de ferro têm ligação às explorações de ouro, até porque o ferro permite a criação de ferramentas para extrair o ouro da rocha. Na época da mecanização esta teoria está completamente ultrapassada, mas fazia todo o sentido há milhares de anos atrás.
Ainda no concelho de Torre de Moncorvo, o encarregado do Museu do Ferro, Nélson Campos, revela que, de acordo com uma fonte do século XVIII, houve aproveitamento de ouro aluvial no rio Douro, no termo de Peredo dos Castelhanos.

Estudioso recomenda prospecções geológicas nas encostas do rio Sabor, para detectar vestígios de ouro

Além disso, o responsável salienta ainda que, à luz de documentação do século XIX, terá existido uma mina importante de ouro entre o chafariz de Lamelas e o rio Sabor. Aliás, em prospecções realizadas por uma equipa do Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo, em 2006, foi descoberta uma escombreira muito antiga junto a um valado, que, actualmente, está coberta por densa vegetação.
Perante estes factos, Alexandre Lima sugeriu a criação de uma equipa multidisciplinar, formada por geólogos e arqueólogos, para estudar o fenómeno do ouro numa terra rica em ferro.
Na óptica do estudioso, estes locais também podem ser aproveitados para fins turísticos, tal como já acontece noutros pontos do País. Exemplo disso em Trás-os-Montes é o caso de Jales e Três Minas, onde o município de Vila Pouca de Aguiar investiu na criação de um Centro Interpretativo, que disponibiliza visitas guiadas ao complexo mineiro.
Recorde-se que no concelho de Bragança há, igualmente, vestígios de exploração de ouro nas localidades de Guadramil e França, onde foram levadas a cabo prospecções geológicas recentemente.
Durante a palestra, Alexandre Lima falou, ainda, de diversas explorações de ouro de Norte a Sul do País e falou, em especial, do complexo de Castromil, no concelho de Paredes, do qual é responsável pelos estudos realizados.

Por: Teresa Batista

segunda-feira, 13 de outubro de 2008


Pão de Castanha

Vi esta receita no "O Quiosque das ideias" e com o preço a que anda o pão e a escassez de cereais, porque não experimentar-se?

Pão de castanhas


300gr de farinha de castanhas
2 c. sopa de azeite
sal
50gr de passas de uva
30gr de pinhões
1 raminho de alecrim

Deite numa tigela a farinha de castanhas, adicione 1 colher de sopa de azeite e sal; bata com uma batedeira manual e adicione, pouco a pouco, 1/2 litro de água, aproximadamente, até ficar uma massa bem líquida.
Lave as passas, pique-as e adicione-as à mistura. Unte uma forma baixa e larga com um pouco de azeite, deite a mistura com uma espessura aproximada de 2 cm, cubra com os pinhões e as folhas de alecrim, borrife com um pouco de azeite e leve a forma ao forno durante 1 hora, à temperatura de 200ºC; formar-se-ão pequenas gretas na superfície e uma crosta estaladiça. Sirva morno ou frio se preferir.

sábado, 11 de outubro de 2008


Inscrição da ASCRR na Segurança Social como IPSS

DATA : Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

NÚMERO : 188 SÉRIE II

EMISSOR : Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Direcção-Geral da Segurança Social

PARTE : PARTE C

DIPLOMA/ACTO : Declaração (extracto) n.º 329/2008

SUMÁRIO : Registo da constituição e estatutos da instituição particular de solidariedade social - Associação Social, Cultural e Recreativa de Rebordaínhos (ASCRR)

PÁGINAS DO D.R.: 40628 a 40628

Ver página(s) em formato PDF
TEXTO :
Declaração (extracto) n.º 329/2008

Declara-se, em conformidade com o disposto no Estatuto aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/83, de 25 Fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 402/85, de 11 de Outubro e no Regulamento aprovado pela Portaria n.º 139/2007, de 29 de Janeiro, que se procedeu ao registo definitivo dos estatutos da instituição particular de solidariedade social abaixo identificada, reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública.

O registo foi lavrado pela inscrição n.º 77/08, a fls. 66 e 66 Verso, do Livro n.º 12 das Associações de Solidariedade Social e considera-se efectuado em 24/06/2008 nos termos do n.º 2 do artigo 9.º do Regulamento acima citado.

Dos estatutos consta, nomeadamente, o seguinte:

Denominação - Associação Social, Cultural e Recreativa de Rebordaínhos (ASCRR)

Sede - Rebordaínhos - Bragança

Fins - Prestar apoio social, cultural e recreativo à população, sobretudo aos mais idosos e aos mais carenciados.

Admissão de sócios - Podem ser associados pessoas singulares maiores de dezoito anos e as pessoas colectivas.

Exclusão de sócios - Perdem a qualidade de associado: os que pedirem a exoneração, os que deixarem de pagar as suas quotas durante quatro meses e os que forem demitidos nos termos do n.º 2 do artigo 11.º

22 de Setembro de 2008. - Pelo Director-Geral, a Chefe de Secção, Palmira Marques.

300759832

quarta-feira, 8 de outubro de 2008


Pudim de Castanha

Ingredientes

1/2 kg de castanha portuguesa (preferencialmente DOP)
2 colheres (sopa) de vinho branco doce ( Freixo de Espada à Cinta)
2 cravos-da-índia
2 copos de leite
1 colher (sopa) de açúcar de baunilha
200 g de creme de leite
1/2 copo de açúcar
1 colher (sopa) de chocolate em pó

Modo de Preparo

Dar um talho na ponta de cada castanha. Cobrir com água e levar ao fogo. Juntar o vinho e o cravo-da-Índia. Cozinhar durante 30 minutos. Escorrer, descascar e passar a castanha pelo espremedor. Misturar o leite e a baunilha, mexendo bem. Reservar. Bater o creme de leite para ficar firme. Colocar o açúcar e misturar com uma colher. Juntar ao creme de castanhas, incorporando bem. Colocar em taças individuais, polvilhando cada uma com o chocolate em pó.
(Não se encontrou referência ao autor)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008


A minha terra e os seus ventos





Foto de:

Regina Céu Fernandes












A minha terra e os seus ventos


Cá na encosta da serra,
Onde o vento é presente
Como quem enfrenta a guerra
É o dia-a-dia da gente

Vindo do alto da serra
Bate forte em todo o lado
É assim na minha terra
Mas ninguém sente o enfado


Não grites assim tão forte
Não te exaltes contra mim
Pois eu também sou do Norte
Donde tu vens também eu vim

Tu derrubas castanheiros
Até levantas telhados
Tu berras pelos outeiros
Fustigando os desabrigados

Consente, ó vento, que eu passe
Até ao alto da serra
Mas não me batas na face
Pois eu sou da tua terra

Tu és nosso, és do Norte
És oriundo da serra
Tu és valente e forte
És filho da minha terra


António Bernardo Pereira
Rebordainhos, 17 de Março de 2005

sábado, 4 de outubro de 2008


II Feira Internacional da Castanha
Bragança 7 a 11 de Novembro

Portugal é o segundo maior produtor da Europa. Trás-os-Montes representa 30 por cento da produção nacional

foto
Bragança recebe a II Norcastanha

Sendo um dos maiores produtores de castanha a nível mundial, Portugal deveria apostar mais na transformação deste fruto. A ideia foi avançada durante a apresentação da 2ª edição da Feira Internacional da Castanha – Norcastanha, que vai decorrer em Bragança de 7 a 11 de Novembro.

O certame, que visa promover a fileira da castanha, integra um extenso conjunto de iniciativas dedicadas a este produto. “Este ano há um reforço das actividades, pois a feira assenta nas parcerias com diversas entidades”, sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Rui Caseiro.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008


Fotografias antigas

Um conjunto de 3 fotografias muito antigas que a Regina do Céu Fernandes, nos fez chegar ao Blog "antiga escola da Freguesia" "Tanque do Prado" e "Fonte" .
Carregue nas fotos para ampliar

A História vai-se construindo com a ajuda de todos, assim ficámos a saber por alguns comentários que além do Sr. Francisco António Silva, também o Sr. António Martins "Piloto" doou parte do terreno.
A fotografia "fonte" de acordo também com os comentários feitos parece tratar-se da antiga Fonte do Espinheiro que se encontrava embutida na própria parede!? Qualquer informação por mais pequena que seja pode ajudar.

.

domingo, 28 de setembro de 2008

Carvalho Negral

FICHA DA ESPÉCIE
Nome comum: Carvalho-negral
Nome científico: Quercus pyrenaica Willd.
Distribuição: Península Ibérica, litoral atlântico de França e Norte de Marrocos

Curiosidades: na escassez de pasto as folhas servem de forragem aos animais domésticos; o bugalho, que muitos julgam, erradamente, tratar-se de um fruto dos carvalhos, não é mais do que a reacção da planta à picada de um insecto - que utiliza a excrescência produzida para albergar o respectivo ovo.

O carvalho-negral é uma árvore de copa ampla e arredondada, que raramente ultrapassa os 20 metros de altura. Em Portugal (...) podemos encontrá-lo sobretudo no interior Norte, até porque se adapta bem aos solos graníticos e xistosos



Quem nunca atravessou um carvalhal, não imagina quão errado é chamar "floresta" a uma plantação de eucaliptos. O que esta tem de estéril, aquele tem de diversidade; o que a última tem de facilidade de ignição e de combustão, o primeiro tem de capacidade retardadora do fogo; um eucaliptal esvazia aquíferos e empobrece os solos, enquanto o carvalhal tem, precisamente, o efeito oposto. A velha chaga lusitana dos fogos de Verão deve muito mais às extensas monoculturas de eucalipto e de pinheiro do que à sempre invocada - e aparentemente interminável - "falta de meios de combate". Hoje, mais de metade do coberto arbóreo nacional não é mais do que um explosivo paiol com pouca relevância biológica - uma realidade que todos os políticos e técnicos florestais conhecem, mas que tarda a ser invertida. Por isso, é mais do que altura de dar a conhecer um velho resistente da flora autóctone; uma espécie cujos bosques não só contribuem para a conservação da água, do solo e da biodiversidade, como também representam uma simultânea mais-valia paisagística e económica; ou seja, aquilo que devia ser a nossa floresta.
O carvalho-negral pertence à família das Fagáceas, que agrupa carvalhos de folhas caduca e persistente (como o carvalho-alvarinho, o sobreiro ou a azinheira, todos do género Quercus) e também o castanheiro. É uma árvore de copa ampla e arredondada que raramente ultrapassa os 20 metros de altura, com um troco mais ou menos regular e uma casca acinzentada que vai ficando fendida com a idade. As folhas aparentam-se à de outros carvalhos de folha caduca, mas distinguem-se destes pelo recorte mais pronunciado (que vai quase até à nervura) e um toque aveludado em ambas as faces, mais evidente na inferior. Como fruto, produz uma bolota muito variável, entre a forma cilíndrica e elipsóide, que amadurece em Outubro e que é apreciada tanto pelo gado como por alguns animais selvagens associados a estas manchas florestais, como é o caso do javali. Em Portugal podemos encontrar esta espécie sobretudo no interior Norte, até porque se adapta bem aos solos graníticos e xistosos, ao mesmo tempo que suporta bem a neve, as geadas e o frio característico das serranias superiores a 1.000 metros.

O reino de Torga
Entre estes locais, aquele que mais se destaca pela extensão e qualidade do ecossistema é a serra da Nogueira, às portas de Bragança. Quando seguimos pelo IP4 e passamos o alto de Espinho, na serra do Marão, é curioso verificar como a paisagem muda para melhor. Daí até pouco depois de Macedo de Cavaleiros, atravessando toda a Terra Quente transmontana, o cenário tem sempre algo interessante para oferecer - sejam bosques caducifólios ou mistos (onde o eucalipto é raro ou inexistente), olivais ondulantes, ou um dinâmico mosaico agrícola em doses equilibradas com o meio natural. Mas, para mim, é sobretudo quando entramos na Terra Fria, logo a seguir a Macedo, que o "Reino Maravilhoso" de Torga assume todo o seu esplendor: do lado esquerdo da estrada ergue-se a Nogueira, e com ela uma das maiores manchas de carvalho-negral da Península Ibérica.
Não importa propriamente de que lado abordamos a serra. Tanto faz subir pelo lado nascente, pelas aldeias de Castro de Avelãs, Gostei e Formil, como descer por Carrazedo, Alimonde e Conlelas, do lado poente; ou então seguir directamente pela estrada 206 para atingir os 1320 metros da Nossa Senhora das Neves. O que é certo é que veremos sempre carvalho-negral, ora em rebentos densos de porte arbustivo, ora em bosques mais maduros, numa bela paisagem que carrega o paradoxo dos tempos modernos: é simultaneamente extensa e residual.
É este, pois, o reino de eleição de grandes mamíferos ibéricos, como o lobo e o corço, e de uma profusão de outras espécies da fauna e da flora, sem esquecer as centenas de cogumelos e fungos que despontarão às primeiras chuvadas do Outono que se aproxima. Uma biodiversidade ímpar que se deve, em boa parte, à presença e predominância do carvalho-negral.
E como estes carvalhais sempre estiveram intimamente ligados ao modo de vida transmontano, nada melhor do que fechar a viagem com uma visita aos bons museus de Bragança: da Máscara e do Traje, Abade de Baçal, Graça Morais e Ciência Viva.

António Sá in Público, suplemento Fugas de 20 de Agosto de 2008

Fotografias de Fátima Stocker

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Lenda da torre da Princesa

foto de Regina Cáu Fernades


Quando a cidade de Bragança era ainda a aldeia da Benquerença, existia uma princesa bela e órfã que vivia com o seu tio, o senhor do Castelo. A princesa tinha-se apaixonado por um jovem nobre e valoroso mas pobre, que também a amava, e que tinha partido para procurar fortuna, prometendo só voltar quando se achasse digno de a pedir em casamento. Durante muitos anos a princesa recusou todas as propostas de casamento até que o tio resolveu forçá-la a casar-se com um nobre cavaleiro seu amigo. Quando a jovem foi apresentada ao cavaleiro decidiu contar-lhe que o seu coração era do homem por quem esperava há 10 anos, o que encheu de cólera o tio que resolveu vingar-se. Nessa noite, o senhor do Castelo disfarçou-se de fantasma e entrando por uma das duas portas dos aposentos da princesa, disse-lhe que esta seria condenada para sempre se não acedesse a casar com o cavaleiro. Quando estava a ponto de a obrigar a jurar por Cristo, a outra porta abriu-se e, apesar de ser de noite, entrou um raio de sol que desmascarou o falso fantasma. A partir de então a princesa nunca mais foi obrigada a quebrar a sua promessa e passou a viver recolhida numa torre que ficou para sempre lembrada como a Torre da Princesa. As duas portas ficaram a ser conhecidas pela Porta da Traição e a Porta do Sol.

Fonte: Diciopédia 2000

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A Fonte do Espinheiro

Já passaram mais de 20 anos desde a minha primeira visita a Rebordainhos e sempre ouvi falar desta fonte com saudade e carinho, infelizmente nunca tinha satisfeito a minha curiosidade em relação a ela, já não existia e fotografias dela (familiares e amigos mais próximos) ninguém tinha. Decorridos tantos anos chega às nossas mãos uma foto da Fonte do Espinheiro enviada pela Regina Céu Fernandes a quem muito agradeço por me satisfazer a curiosidade de tantos anos e que aqui compartilho de imediato com todos.

Fonte do Espinheiro
penso ser a foto pertença da Srª. D. Maria Lopes
(solicito a colaboração da Regina para o confirmar bem como para a autoria dos versos)


A Fonte do Espinheiro
Tem duas pedras de assento
Uma é p'ra namorar
Outra é p'ra passar o tempo

Adeus Fonte do Espinheiro
Minhas costas vou virando
Minha boca se vai rindo
Meu coração vai chorando



Satisfeita a minha curiosidade, cabe agora dizer que a mesma era realmente merecedora do orgulho e carinho que sentiam por ela, penso que se trata de uma "Fonte de Mergulho" embora não veja o tanque que lhe costuma estar associado, (mas não sou entendido no assunto) , não me recordo qual o motivo da mesma ter sido desmantelada, certamente em nome do progresso, pois na altura não era frequente dar o devido valor ao Património.
Mas pode ser que nem tudo esteja perdido, pois recordo ter escutado o actual Presidente da Junta de Freguesia dizer que era um dos seus projectos reconstruir a mesma, ao que alguém presente (não me recordo quem) acrescentou saber onde se encontravam algumas pedras. Espero que o projecto de reconstrução vá por diante e que todos colaborem com a Junta de Freguesia para a sua concretização.
Se alguém possuir mais fotos da fonte, agradecemos que nos cedam para aqui as divulgarmos.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Milhares na Srª da Serra

Milhares de pessoas continuam a ir à Srª da Serra

Foto: Carla A. Gonçalves

Santuário vai sofrer obras de melhoramento e receber uma Pousada de apoio aos fiéis
O santuário de Nossa Senhora da Serra, em Bragança, vai ter mais um novo espaço para acolher os fiéis que, todos os anos, ali se deslocam. A novidade foi avançada nesta segunda-feira, o último dia das novenas religiosas, pelo padre José Bento. A Confraria do Santuário pretende criar no local uma Pousada de apoio às pessoas que coordenam e ajudam nas celebrações. Mas a Pousada não terá apenas a função de “dormitório”, servirá também para outras actividades que ainda se..............

Para quem não conhece o Santuário deixamos aqui a seguinte informação:

O santuário da Senhora da Serra encontra-se localizado no ponto mais alto da Serra da Nogueira, (Bragança), a uma altitude de 1300 metros. A Freguesia de Rebordãos, à qual pertence o santuário, dista dele cerca de 10 Km. Na Serra da Nogueira, que abarca os Concelhos de Bragança , Vinhais e Macedo de Cavaleiros, nascem os rios Azibo, Fervença e a Ribeira de Vilares.
A paisagem que do seu cume se avista é deslumbrante e merece uma visita.
Esperamos em breve publicar um post sobre uma caminhada feita ao Santuário por alguns residentes/naturais de Rebordaínhos.
A paisagem que do local se avista

foto de Lurdes Pereira

fotos de Augusta Mata

domingo, 14 de setembro de 2008

Entre o Azibo e a história

Aldeia de Santa Combinha tem beneficiado com a proximidade à albufeira do Azibo

foto
Entre as paisagens exuberantes da albufeira do Azibo, o rico património edificado e arqueológico, a aldeia de Santa Combinha, no concelho de Macedo de Cavaleiros, tem muitos recantos onde os turistas se podem perder.
Conhecida pela Fraga da Pegada, que deu o nome a uma das praias da barragem, bem como pelos percursos pedestres e a ilha do Cabeço do Fidalgo, a história de Santa Combinha caminha em paralelo com a do Azibo.

Carregue aqui para ver a noticia toda no Jornal Nordeste
Artigo de Sandra Canteiro

foto de Regina Céu Fernandes
casa do parque do Azibo

A praia fluvial do Azibo é uma das poucas (senão a unica) que na Europa ostenta por mais que uma vez a bandeira Azul! Pertence a Macedo de Cavaleiros mas é um destino muito procurado nos meses de Verão, por nacionais e estrangeiros.

Foto de João Stocker

Albufeira do Azibo (2003)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Vinho “falado” em mirandês

foto

“Lhéngua Mirandesa” é a primeira marca de vinho com rótulo escrito nas duas línguas oficiais de Portugal. A Cooperativa Agrícola Ribadouro (CAR), em Sendim, aposta no Miradês para promover o vinho regional do Planalto.

“O próprio nome ‘Lhéngua Mirandesa’ já é uma marca e nós quisemos associá-la ao vinho”, explica o presidente da CAR, José Luís Almendra.


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Será uma anta?




A caminho do cabeço cercado


click to comment


Na aba lateral do blog no Link "Curiosidades" (Imagem de satelite do Cabeço Cercado encontra-se marcado (sem rigor) o local do que poderá ser uma anta ou um alinhamento.

domingo, 31 de agosto de 2008

O Hino da ASCRR

Durante o almoço convívio da ASCRR, foi-me oferecido pelo sócio fundador n.º1 e seu Vice-Presidente, Sr. António Bernardo Pereira, um CD de áudio, com a sua proposta para Hino da Associação. Como forma de retribuir a gentileza do seu gesto, trabalhei no sentido de conseguir converter os ficheiros em formato compatível com o blog e, aqui, divulgar aquele que, se vier a ser aprovado em Assembleia Geral de sócios, será o Hino da Associação.

carregue em cima da imagem para ampliar

domingo, 10 de agosto de 2008

Almoço convívio da ASCRR

Felizmente, consegui estar presente no almoço convívio da ASCRR que hoje teve lugar nas instalações da antiga escola da Freguesia de Rebordaínhos.
O almoço foi uma excelente jornada de convívio que contou com mais de 100 convivas, ultrapassando assim as expectativas da Direcção da Associação.
Antes de se dar início ao almoço, o Presidente da ASCRR disse algumas palavras aos presentes , seguindo-se a entrega ao Sr. Padre Estevinho de um voto de louvor, pela colaboração e apoio prestado, tendo o mesmo agradecido e realçado a importância da obra que se quer realizar, e abençoando a refeição que a seguir se deu início.
Pensamos que este almoço foi um passo decisivo para o longo caminho que tem que se percorrer, pois demonstrou o empenhamento e dedicação dos órgãos sociais, sócios e amigos da Associação.
Agradeço também a gentileza das palavras proferidas à equipa do blog e o carinho e amizade com que fomos recebidos por todos, deixando uma nota muito especial aos muitos que trabalharam para que o almoço fosse um sucesso.
Fotos do evento

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Respostas correctas - "Quem advinha II -

As Respostas Correctas

1 – De Espanha nem bom vento nem bom casamento

2 - Lua deitada, Marinheiro em pé (de pé) depende dos manuais

3 – Rei morto, Rei posto

4 – A cavalo dado não se olha o dente

5 – A foto foi tirada na fonte do sapo

6 – José Francisco Trindade Coelho

7 – Ordem Hospitaleira de S. João de Deus

829-05-2008

Pensamos que a falta de participação neste passatempo se deve ao facto de muitas pessoas se encontrarem de férias, ou a prepararem-se para as mesmas e ao facto de obrigar as pessoas a perderem muito tempo a pesquisarem, teremos de reflectir nesse aspecto. Curiosamente este blog tem tido mais visitas do que o de Rebordaínhos, teve no início.

Os nossos agradecimentos à Regina Céu Fernandes, que não teve tempo de completar as respostas, pois ia de férias e não tinha Internet e para a Lurdes Pereira os nossos parabéns pela excelente pesquisa realizada, que a levou a obter a classificação de 19,5 v, tendo-lhe descontado 0,5 v porque na pergunta

- 7 - A que Ordem religiosa pertencia o Sr. Padre David?

respondeu por distracção, "irmãos de S. João de Deus" quando deveria ter respondido "Ordem Hospitaleira de S. João de Deus"!

Excelente trabalho de casa que devia ser difícil de alguém ultrapassar. Lurdes, claro que não participaste para teres os convites para a sardinhada, mas faço questão, mesmo de te os oferecer, vou pedir à Regina que não aceite a tua contribuição, e gostaria muito de estar presente para te dar um abraço, vamos a ver se tudo se conjuga para o poder fazer.

As respostas da Lurdes e da Regina, encontram-se nos comentários do Post anterior. A partir deste momento os comentários deixam de estar moderados.

Obrigado!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Convívio no dia 10 de Agosto de 2008


Carregue na imagem para ampliar


sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Quem advinha? – II –

Complete os seguintes provérbios

1 – De Espanha nem bom vento ........ ..... .........

2 - Lua deitada, Marinheiro ....... .....

3 – Rei morto,..... ..............

4 – A .......... dado não se olha o dente

5 – Em que lugar da Freguesia de Rebordaínhos foi tirada a foto que se segue?

Natural de Mogadouro, a sua obra reflecte a infância passada em Trás-os-Montes, num ambiente tradicionalista que ele fielmente retrata, embora sem intuitos moralizantes. O seu estilo natural, a simplicidade e candura de algumas das suas personagens fazem dele um dos mestres do conto rústico português. Fiel a um ideário republicano, dedicou-se a uma intensa actividade pedagógica, na senda de João de Deus, tentando elucidar o cidadão português para a democracia.

6 – Qual o nome completo da figura retratada no texto?

7 – A que ordem religiosa pertencia o Sr. Padre David?

8 – Qual a data (DD-MM-AAAA) com que o início de actividade da ASCRR ficou registada nas Finanças de Bragança?

Instruções para responder:


1. Qualquer pessoa pode participar no passatempo.
2. As respostas serão dadas através da caixa de comentários.
3. Só serão aceites respostas de pessoas devidamente identificadas.
4. Proceder-se nas respostas dadas pelos comentadores anteriores.
5. Os comentários e os resultados do passatempo serão publicados 48 horas após a publicação post.
6. Haverá, apenas, um vencedor.
7. Em caso de empate, será feita uma ou mais perguntas de desempate, mas de maior dificuldade
8. O prémio será a oferta de dois convites para o almoço convívio da ASCRR a realizar no próximo dia 10 de Agosto de 2008, em Rebordaínhos, endossáveis a terceiros, se o vencedor e/ou acompanhante não puder(em) estar presente(s).

9. Cotação das perguntas:
....................................1 – 2
....................................2 – 2
....................................3 – 2
....................................4 – 2
....................................5 – 2
....................................6 – 4
....................................7 – 3
....................................8 – 3


Boa pesquisa


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Apoio no regresso à Terra Natal


Jornal do Nordeste

SECÇÃO: Informação Regional

Gabinetes de Apoio ao Emigrante fazem atendimento ao nível social, jurídico e económico

Apoio no regresso à Terra Natal


Apoiar os emigrantes que trabalham no estrangeiro e criar condições sociais para quem quer regressar à sua terra natal são as funções dos Gabinetes de Apoio ao Emigrante (GAE), que se encontram espalhados um pouco por todo o País.

Os emigrantes transmontanos têm 16 espaços específicos distribuídos pelos distritos de Bragança e Vila Real (ver caixa), onde podem tratar de diversas questões burocráticas, nomeadamente ao nível do apoio social, jurídico e económico.
Trata-se dum serviço de proximidade, que dá apoio gratuito a todos os emigrantes que residam e trabalhem fora de Portugal e seus familiares ou a todos aqueles que queiram regressar definitivamente à sua terra de origem.
Os GAE podem ser solicitados para o tratamento de assuntos relacionados com a Segurança Social, nomeadamente reformas, pensões ou subsídios, bem como para a obtenção de diversas declarações necessárias para trocas de cartas de condução, legalização de viaturas, ingresso no Ensino Superior ou equivalências ao nível das habilitações literárias.
Os emigrantes que pretendam investir na sua Terra Natal também podem obter informações e apoio neste espaços, que pretendem ser o elo de ligação entre os emigrantes e as suas origens.
É nos meses de Julho e Agosto que estes espaços são mais procurados, dado o elevado fluxo de emigrantes que procura o aconchego das suas terras para descansar.
Recorde-se que os GAE são criados pelas autarquias locais, em parceria com a Direcção Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas. Estes organismos pretendem, agora, fazer um “ajuste de contas com o passado”, cativando os cidadãos que foram obrigados a abandonar o seu País para melhorarem a sua qualidade de vida.

domingo, 20 de julho de 2008

Quem advinha? - 1 -


Vejam bem a Fotografia!

Depois é só dizer o Concelho,Freguesia, aldeia e Lugar onde a mesma foi tirada e colocar nos comentários.
Não serão aceites respostas certas de anónimos.
Em caso de empate será feita uma nova pergunta sobre a foto aos empatados, se persistir o empate a resposta vencedora será a que for colocada mais rapidamente na segunda pergunta.

Este é um ensaio e terá como prémio uma menção Honrosa, publicada no blog. Dependendo da adesão , estamos a pensar num próximo passatempo em que o prémio será "2 convites para o almoço convívio da ASCRR" a realizar no próximo dia 10 de Agosto, em Rebordainhos.

Esta é uma iniciativa pessoal do autor do Post.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Debate sobre a Linha do Tua (CTMAD do Porto)


Movimento Cívico pela Linha do Tua na CTMAD do Porto

O Movimento Cívico pela Linha do Tua promove um debate público sobre a Linha do Tua, na Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto, no dia 25 de Julho de 2008, às 21h.

Convidamo-lo(a) a participar nesta discussão sobre a Linha do Tua, uma das mais emblemáticas obras de engenharia do nosso país e uma das mais belas linhas férreas de montanha da Europa, ameaçada pela construção de uma mega-barragem na foz do Rio Tua.

Neste debate, moderado pelo Dr. José Manuel Pavão, Presidente da Assembleia Municipal de Mirandela, estarão presentes, entre outras, as seguintes individualidades:

- Prof. Gaspar Martins Pereira
Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

- Prof. José Manuel Lopes Cordeiro
Presidente da APPI - Associação Portuguesa para o Património Industrial e membro da Direcção do TICCIH - The Industrial Committee for the Conservation of the Industrial Heritage

- Prof. Manuel Matos Fernandes
Professor catedrático da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

- Prof. Manuel Tão
Doutor em Economia de Transportes

- Dra. Manuela Cunha
Assessora do Grupo Parlamentar Os Verdes e Dirigente do Partido Ecologista Os Verdes

- Arq. Viviana Rodrigues
Arquitecta Paisagista

Local de realização do debate:
Casa Regional dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto
Rua de Costa Cabral, nº 1037, Porto.

Se está no Porto e tiver interesse e disponibilidade, participe!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Saudação aos visitantes do blog


Carregue sobre a imagem para ampliar


História de vida

Na ronda habitual pelos blogues da região descobri uma história de vida, que, apesar do tempo já decorrido, merece ser do conhecimento de Rebordaínhos.


100 anos em Salselas


é com alguma alegria, mas tambem com todo o pesar que informo todos os nossos leitores da seguinte noticia:

>no passado dia 23 de dezembro de 2006 a "ti ana" mais conhecida pela "baiona" , fez a módica e linda idade de 1oo primaveras, teve direito a festa e tudo, inclusive noticia no jornal. toda a familia se reuniu junto da sua patriarca, comemorando tão bela idade, muitos foram os que a visitaram e desejaram muita saude e felicidade naquele dia singular...

>no entanto a ti ana tomou o caminho do senhor na passada quarta-feira, dia 3 de janeiro de 2007, faleceu após ter efectuado a sua primeira visita a um hospital, por motivos de saude, 100 anos sem necessidade de consultar um médico ... é digno de louvor...

à ti ana desejamos o ceu... à familia apresentamos as nossas condolências pela perda.

preferiamos não dar este tipo de noticias mas... todos tem o direito à informação.

com o nosso pezar...
cpf
http://salselas.blogspot.com/

aqui fika no entanto a noticia do semanario Transmontano

"...Salselas festeja centenário de residente

Festa terá lugar no salão do Museu Rural da aldeia

Ana Maria apaga amanhã, em Salselas, as 100 velas alusivas ao seu aniversário. E como a população da aldeia não quer ficar alheia à efeméride, vai festejar o acontecimento, no salão de festas do Museu Rural da aldeia.
A centenária é natural de Rebordaínhos, no concelho de Bragança, mas foi em Salselas que viveu a maior parte da sua vida. Como não chegou a conhecer os pais, que, tal como muitos dos seus contemporâneos não resistiram ao surto de pneumónica, denominada “bailarina”, que assolou o país no início do século XX, foi adoptada, era ainda bebé, pelos tios que viviam na aldeia de Passô, pertencente à freguesia de Sortes, igualmente do concelho de Bragança. Naquela terra, conheceu o homem com quem viria a casar. Saltimbanco como todos os ferroviários do seu tempo, o marido também andou durante bastante tempo com a trouxa às costas. Foi nessa situação que Ana Maria o conheceu.
Depois de lhe ter sido concedida pela CP a transferência, o marido fixou residência em Salselas e Ana Maria acompanhou-o, tinha então 26 anos. Daí até agora, a centenária não conheceu outra morada. Passou muitos sacrifícios para criar cinco dos sete filhos que deu à luz. Dois faleceram ainda crianças e outros dois faleceram já adultos. Três ainda são vivos. Hoje, e desde há uns tempos a esta parte, a sua vida é passada em casa, ou à porta da mesma, quando o tempo o permite. Nos últimos dias não tem saído da cama, devido a uma pequena má disposição, mas quando estiver melhor não deixará de ir sentar-se junto à lareira e, quando o tempo melhorar, de ir sentar-se ao sol. O que não poderá fazer, certamente, é ir amanhã à festa que lhe está a ser preparada no salão do Museu Rural. Alguém se encarregará, no entanto, de levar à casa da filha com quem vive o bolo para a Ana Maria apagar as 100 velas alusivas ao seu aniversário."

Data de Publicação: 21/12/2006

Recebi entretanto um mail do seu neto, Sr. Joaquim Gonçalves, que nos facultou mais alguns dados que eu havia solicitado num comentário que deixei no blog de Salselas e que aqui transcrevo:


Ana Maria do Nascimento
Nasceu a 23 Dezembro de 1906 os pais falceram era ela ainda uma bebe de colo. vitimados pela epidemia de febre tifoide que alastrou pelo País na época.
Foi criada pelos tios/padrinhos, viveu em rebordainhos até á idade de casar.Casou com Abraão dos Santos, natural de Salselas, nascido no ano de 1905, indo viver para Salselas até á data da sua partida para DEUS. (Faleceu a 03 janeiro de 2007 ) quinze dias após o seu centesimo aniversário .
Seu pai chamava-se Anibal do Nascimento o nome de sua mãe de momento não me ocorre, mas sua filha mais velha, que é a minha mãe sabe o seu nome.
Eu sou um dos seus netos, o meu nome é Joaquim Gonçalves.



O blog da Associação Social e Cultural e Recreativa de Rebordaínhos, agradece ao Sr. Joaquim Gonçalve e ao Blog de Salselas a colaboração prestada.