Foto de:
Regina Céu Fernandes
A minha terra e os seus ventos
Cá na encosta da serra,
Onde o vento é presente
Como quem enfrenta a guerra
É o dia-a-dia da gente
Vindo do alto da serra
Bate forte em todo o lado
É assim na minha terra
Mas ninguém sente o enfado
Não grites assim tão forte
Não te exaltes contra mim
Pois eu também sou do Norte
Donde tu vens também eu vim
Tu derrubas castanheiros
Até levantas telhados
Tu berras pelos outeiros
Fustigando os desabrigados
Consente, ó vento, que eu passe
Até ao alto da serra
Mas não me batas na face
Pois eu sou da tua terra
Tu és nosso, és do Norte
És oriundo da serra
Tu és valente e forte
És filho da minha terra
Não te exaltes contra mim
Pois eu também sou do Norte
Donde tu vens também eu vim
Tu derrubas castanheiros
Até levantas telhados
Tu berras pelos outeiros
Fustigando os desabrigados
Consente, ó vento, que eu passe
Até ao alto da serra
Mas não me batas na face
Pois eu sou da tua terra
Tu és nosso, és do Norte
És oriundo da serra
Tu és valente e forte
És filho da minha terra
António Bernardo Pereira
Rebordainhos, 17 de Março de 2005
