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domingo, 6 de junho de 2010

Artigo publicado no Mensageiro de Bragança

Recordando o que as raparigas já não sabem



Processo de “escarramiça” Ciclo da lã, como era até quase ao final do século passado, foi recriado em Agrochão. Para as moças, a parte da “escarramiça” era a mais motivadora, porque, no fim, havia baile, ao som do realejo. Hoje, as raparigas, as poucas que ainda há nas
Tempos houve, ainda no final do século passado, em que era comum encontrar mulheres, nas aldeias, a fiar com fuso e roca, à porta de casa, ou enquanto guardavam vacas, cabras, ou ovelhas. Era um trabalho necessário à vida nas aldeias, que raparigas aprendiam a fazer com as mães, ou avós, quando era ainda muito novas. Com o fio faziam meias, indispensáveis nos invernos rigorosos da região, que se usavam com socos de pau. Assim, toda a mulher tinha que saber tratar a lã, fazer meios e camisolas e, algumas, também tecer. Esse tempo passou, mas há ainda quem o queira lembrar, porque afinal não era só trabalho pesado, era uma forma de vida, com as suas alegrias e tristezas; forma de vida extinta, só lembrada por quem ainda a recorda. Para recordar esse tempo, a Câmara Municipal de Vinhais, em conjunto com várias associações do concelho, está a organizar a recriação de vários ciclos produtivos que já não existem. A iniciativa teve início em Agrochão, com da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva Local, que tratou de recriar o ciclo da lã. Maria da Graça Afonso, organizadora do evento por parte desta Associação, explicou-nos que tudo começava na tosquia. Depois era necessário lavar a lã, em água bem quente, para tirar a sujidade acumulada pelo do animal, ao longo de um ano. Após lavada era estendida e bem esticada, para depois ser mais fácil “escarramiçá-la”. A palavra usada por terras de Vinhais, ou outras, não foi consagrada no dicionário oficial português. Segundo Maria da Graça Afonso, existe no catalão a palavra “escarramicar” e em aragonês “escarramizar”, com signigicados relativamente semelhantes. Aplicada ao ciclo da lã, em terras de Vinhais, “escarramiçar” é separar bem o fios, de modo a que a lã fique fofa e seja mais fácil fiá-la. Este era em Agrochão, pelo menos, um momento de festa. As raparigas, convidadas pela dona da lã, prontificavam-se a ajudar. Durante o trabalho cantavam canções. No final comiam-se figos e nozes e havia baile, ao som do realejo. “Juntavam-se principalmente as moças novas, convidadas pela dona da lã. Elas gostavam de estar, porque sabia que a seguir à “escarramiça” havia baile”. Note-se que, os bailes de antigamente, eram muito importantes, porque era aí que as raparigas podiam encontrar pretendentes para possível casamento. “Ainda me lembro das “escarramiças”, de ir ao baile e comer os figos e as nozes”, recordou Maria da Graça. Depois da “escarramiçada” a lã era fiada, com fuso e roca. Maria da Graça aprendeu com 12 anos, como muitas outras raparigas. Fazia-se uma “manela”(uma espécie de molho de lã alongado) que era colocada na roca e depois fiada com os dedos e enrolada no fuso onde a “massaroca” (chamada assim pela semelhança que tinha com a verdadeira massaroca do milho) ia crescendo. A fiadeira puxava um bocadinho da lã, que se alongava, formado um fio e torcido com o fuso, que rodava com a outra mão. Depois, a massaroca era dobrada em dois fios que eram torcidos um com o outro, para ficar com um fio suficientemente consistente para se fazerem camisolas ou meias. “Antigamente fazia-se muito. As famílias andavam com meias feitas de lã de ovelha, camisolas e xaile para as mulheres”. Se o objectivo era tecer a lã havia então outro processo, em que era feito um fio mais grosso, que iria passar depois pela urdidura. Do trabalho de tecelagem, Maria da Graça sublinhou que o mais difícil é fazer a teia, a urdidura, que serviria depois como molde para o fio que passa de um lado ao outro, até a peça pretendida estar completa. “Como dizemos, num tear aparelhado tece um burro albardado”, comentou, ao referir-se a esse trabalho de fazer a teia para tecer depois. Tecida a peça, pode ainda ser cardada, para ficar mais fofa, se assim se pretender. Havia um outro produto, feito em lã, que hoje não existe. Era o tecido de burel, em que a urdidura era feita com lã e a tecelagem também. Hoje usa-se apenas o algodão para fazer a urdidura. Essa lã para urdir era resultante da fiação. O tecido resultante, totalmente em lã, o chamado burel, era usado para fazer saias para as senhoras e mantas para os segadores. É que, nesse tempo, os trabalhadores à jorna, que vinham fazer as cegadas, no tempo delas, dormiam no palheiro e era costume, os donos da casa, darem-lhe uma manta de burel para dormir. Esses tecido, que fruto de lavagens e outros processos ficava extremamente duro era também impermeável e muitos pastores usavam-no em capas, durante o inverno, para não se molharem. O tecido tinha que ir sempre ao pisão que era um instrumento feito por homens e funcionava com água corrente. Nesse instrumento o tecido molhado era pisado com malhos de madeira para ficar mais macio. Isso era muito importante, sobretudo quando era para fazer as saias das senhoras. Não indo ao pisão, “ficavam-lhe as pernas vermelhas”, ao usarem aquelas saias de lã. Também Teresa, Armandina, Noémia, Ana e uma outra Ana, de Vilar de Lomba, se recordam desses tempos. Todas aprenderam o processo de tratar a lã com a mãe ou as avós. Já não foi precioso ensinarem aos filhos, nem aos netos, como se faz, porque dizem, agora “compra-se tudo feito. Antes, “todas as raparigas fiavam. Era obrigatório”, contou-nos uma. Outra confessou que o marido ainda usa meias de lã, no Inverno, por serem quentes, mas alguém disse que os filhos já não as querem “porque picam”, ou o marido não as usa, por serem demasiado quentes e já não se calçarem com os socos de antes, que deixavam sempre passar algum ar. Nesse outra aldeia, Vilar de Lomba, chegou a haver mais de cinco teares. Hoje não há nenhum. Dirce Loução, técnica do projecto Contrato Local de Desenvolvimento Social de Vinhais, no âmbito do qual estas recriações de antigos trabalhos estão a ser feitas, referiu que o objectivo é lembrar tradições, mas também fomentar o convívio entre as pessoas; um convívio que antes de fazia, mais voluntariamente, pela necessidade do realizar, muitas vezes, trabalho em conjunto. Depois desta premira actividade, realizar-se-á a recriação do ciclo da telha, em Romariz, do pão, em Santalha, do trabalho de ferreiro, em Vilar de Lomba e o artesanato em madeira em Vila Boa. Estas actividades vão decorrer até Setembro, nas várias aldeias, com a colaboração das associações locais.

domingo, 30 de maio de 2010

Notícia publicada no Mensageiro de Bragança

MAIS PRÉMIOS PARA O AZEITE TRANSMONTANO


Região de Valpaços em destaque
O Azeite de Trás-os-Montes DOP (Denominação de Origem Protegida) continua a somar prémios. Desta vez, no concurso nacional realizado na Feira Olivomoura, na capital do Azeite Alentejano, em Moura. No concurso nacional de azeite virgem, na categoria de azeite virgem extra DOP, a medalha de ouro foi para a Quinta Vale do Conde, a medalha de Prata para a Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços e a medalha de Bronze para a Casa Agrícola Roboredo Madeira. Na categoria de azeite virgem extra, no modo de produção biológico, a medalha de Ouro foi atribuída à Casa Agrícola Roboredo Madeira, enquanto a medalha de Prata coube à Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços. Na categoria de azeite virgem extra, a medalha de Prata foi para a Cooperativa dos Olivicultores de Valpaços. Mais um motivo de orgulho para a Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD).

“É mais um reconhecimento do esforço que tem sido realizado pelos produtores regionais para melhorarem a qualidade do seu azeite e também uma lição para o que tem acontecido nos últimos tempos. É preciso entender que em Portugal produz-se do melhor azeite do Mundo. Em Trás-os-Montes e no Alentejo. E a capacidade de produção só pode crescer apostando na qualidade”, afirma António Branco. Aquele dirigente associativo espera que a sucessão de prémios nacionais e internacionais que o Azeite de Trás-os-Montes tem ganho, faça com que os governantes finalmente “despertem para esta realidade, e comecem a valorizar o que de bom este país tem ao nível dos produtos regionais”, afirma. “A verdade é que estes produtores estão a garantir uma qualidade no mercado e uma visibilidade ao azeite de Trás-os-Montes e que, com isso, aumente o preço”, diz, porque “o azeite que está a ser comercializado não tem esta qualidade”. Para o presidente da AOTAD só com o agrupamento de produtores será possível marcar presença e valorizar o Azeite cá dentro, mas principalmente lá fora, nos mercados internacionais. “É preciso criar condições para uma internacionalização estratégica dentro da fileira. Não temos interesse em vender azeite em grandes quantidades. Queremos é vender azeite de qualidade e a bom preço”, sublinha.




Produto de excelência

Cerca de metade da produção nacional de azeitona de mesa e cerca de 35 por cento do azeite produzido em Portugal é oriundo de Trás-os-Montes. Em média, produz-se na região transmontana cerca de 45 mil toneladas de azeitona e cerca de 7500 toneladas de azeite, por ano, com a particularidade de ter a sua tipicidade proveniente das variedades de oliveiras regionais mais comuns, das quais se destacam a verdeal, a cobrançosa e madural, que lhe confere um elevado grau de qualidade, simbolizado numa dezena de marcas com Denominação de Origem Protegida (DOP) que está já a ser exportado para os países nórdicos, para os Estados Unidos, Canadá e Japão.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Acidente de viação ocorrido em 1959

Lembremos as vítimas de um grave acidente, que já fez cinquenta anos, relendo a notícia da época publicada num jornal nacional.
“PELO PAÍS"

9-6-1959


Num trágico acidente de viação próximo da freguesia de Santa Comba de Rossas, do concelho de Bragança, perderam a vida três trabalhadores, tendo igual número sofrido graves ferimentos.
Bragança – Ainda mal refeita, esta região, do trágico acidente de viação ocorrido, na noite de 24 do mês findo, nas proximidades da freguesia de Rio Frio, na Estrada Nacional Bragança - Vimioso, em que perderam a vida três pessoas, já esta mesma região tem a assinalar outro, precisamente com a perda de um mesmo número de vítimas e com outras três que ficaram seriamente feridas e se encontram internadas no hospital da Santa Casa da Misericórdia de Bragança.

Por volta do meio-dia, esta cidade era alarmada com os toques das sirenes de ambulância e do pronto-socorro da nossa corporação dos bombeiros voluntários, que se dirigiam para a freguesia de Santa Comba de Rossas, a uns vinte quilómetros desta cidade, em virtude de terem sido reclamados os seus socorros para um desastre de viação que se tinha dado próximo daquela localidade.

Os cadáveres de três infelizes trabalhadores rurais, já desviados do terreno do lado oposto, onde tinham perdido a vida, ofereciam um espectáculo macabro e aterrador.
Aos gritos do pastor Francisco Martins, solteiro, de dezoito anos, que andava apascentando um rebanho de cabras, a trezentos metros da estrada em que viu a queda da camioneta, rapidamente acudiram trabalhadores e proprietários rurais, que se apressaram a revolver o grande montão de estrume que era transportado pela camioneta sinistrada e sob o qual, infelizmente, se encontravam mortos, por asfixia, os seguintes trabalhadores agrícolas, todos da freguesia de Rebordainhos, próximo daquela de Santa Comba de Rossas: José Telmo dos Santos Pires, de 25 anos, casado com Assunção Nazaré Martins Pires, de quem deixa uma filhinha de cerca de um ano e outra de dois de idade, e que estavam casados havia menos de três anos; João Baptista Martins, cunhado daquele, solteiro, de 16 anos, filho de Graciano Augusto Martins e de Carminda Pires, também moradores em Rebordainhos; e Humberto dos Santos Silva, solteiro, de 41 anos, filho de Maria da Silva já falecida.
Dentro da cabina, desesperadamente ainda agarrado ao volante e num estado de completa inconsciência, foi retirado o involuntário causador do trágico acidente, o motorista Sr. Alberto Teixeira Lopes, natural de Soeira, concelho de Vinhais, há cerca de dois meses residindo naquela localidade de Rossas, e ao serviço do Sr. João de Deus Manso, proprietário agrícola e dono da camioneta sinistrada, uma “Commer”, com a matrícula MT-33-05.

O referido motorista, de 39 anos, é casado com a Sr.ª Dª Teresa de Jesus Lopes, que vive com duas filhas nesta cidade. A seu lado viajava o Sr. António João Pires, casado, de 44 anos, proprietário também da freguesia de Rebordainhos.
De cima da carga do estrume, além dos três mortos vinham, ainda, os seguintes trabalhadores, também de Rebordainhos: Domicilio Martins, solteiro, de 20 anos, irmão e cunhado, respectivamente, dos malogrados João Baptista Martins e José Telmo dos Santos Pires; Fernando António Pereira, de 19 anos, e Cândido Augusto Pires, de 20 anos, ambos solteiros. Estes dois últimos pouco ou nada sofreram, infelizmente outro tanto não aconteceu com o Domicílio, que sofreu fractura do braço direito e ferimentos na perna esquerda.

Devido ao violento choque traumático sofrido, e sem que apresentem quaisquer fracturas ou ferimentos de verdadeira gravidade, também ficaram hospitalizados o motorista e o proprietário e dono do estrume, Sr. António João Pires, que vão ser devidamente radiografados, assim como o referido Domicílio Martins.
Logo após tão brutal acidente, passava em direcção à povoação de Fermentãos, freguesia de Sendas, deste concelho, conduzindo uma furgoneta, o Sr. Modesto Josué Esteves, que se prontificou a trazer para o hospital os feridos António João Pires e Domicílio Martins. Na ambulância e pronto-socorro dos bombeiros voluntários locais vieram depois o motorista da camioneta sinistrada e os restantes feridos.
Depois de ter percorrido a estrada municipal que liga Rebordainhos à estrada nacional Bragança - Mirandela (EN 15), quando entrava na mesma derrapou violentamente voltando-se, acto continuo, sobre o lado esquerdo, entre a valeta e a barreira talude do lado esquerdo daquela estrada nacional, dando-se então o derramamento da carga que transportava para cima dos malogrados trabalhadores que teriam tido morte imediata por asfixia, salvando-se aqueles que felizmente tiveram melhor sorte.

Antes de se tombar, a camioneta foi embater, violentamente, contra a placa de sinalização de mármore, que se encontrava na margem esquerda da estrada e que ficou totalmente destruída, o que teria contribuído para o trágico acidente não ter assumido maiores proporções.

Dentro de pouco tempo, e por a localidade de Rebordainhos ficar a uns 3 escassos quilómetros do local em que se deu o acidente, compareceram ali numerosos familiares dos infelizes mortos e dos feridos, todos de condição humilde. Pode dizer-se pois, e com grande tristeza, que toda aquela laboriosa e pacata freguesia de Rebordainhos se encontra de luto.

- O Ajudante do Procurador da República, neste círculo judicial, Sr. Mário Augusto Fernandes Afonso, depois de ter recebido a comunicação da GNR, além de ter procedido às necessárias investigações, autorizou a remoção dos cadáveres para a sua terra de Rebordainhos.
O involuntário causador de tão funesto e deplorado acidente de viação, logo que tenha alta do hospital, onde se encontra, será entregue pela GNR ao poder judicial, que fará o apuramento das responsabilidades que possa ter ou não no mesmo desastre.”

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Nota: Esta notícia poderá ter sido escrita pelo senhor Abel Monteiro, um jornalista muito conhecido à época e que residia em Bragança, e publicada num jornal do Porto.


P.S. Este texto foi-me enviado pelo Sr. Amílcar Pires

terça-feira, 7 de julho de 2009

CEDÊNCIA DA ESCOLA DE REBORDAINHOS PARA CENTRO DE DIA

Quatro edifícios municipais foram ontem cedidos pela câmara de Bragança a outras tantas associações do concelho.

Três correspondem a escolas do primeiro ciclo do ensino básico que vão ficar desocupadas no final do ano, devido à concentração dos alunos em centros escolares.


Uma das escolas, a da aldeia de Rebordaínhos, vai transformar-se num centro de dia para idosos prestando ainda o serviço de apoio domiciliário.

“Vamos tentar por começar restaurar o edifício para colocar lá um centro de dia e a nossa sede” refere o presidente da Associação Sócio-Cultural e Recreativa de Rebordaínhos. “Agora no início, pensamos começar pelo apoio ao domicílio e só mais tarde é que vamos ver se conseguimos avançar para a construção de um lar de idosos” explica José Maria Pereira.


Outro edifício foi cedido ao Rotary Clube de Bragança, que ali vai instalar a sua sede e a universidade sénior.

No entanto, o edifício precisa de ser recuperado. “Vai ser oportunamente e o prazo óptimo seria o mais rápido possível” refere o presidente da direcção do Rotary estimando que sejam necessários 50 mil euros para requalificar as instalações. José Moreno espera contar com o apoio da câmara para “fazer uma candidatura que disponibilize financiamento” pois antes das obras não é possível fazer a mudança de espaço.




O presidente da câmara de Bragança mostra-se disponível para ajudar na requalificação dos edifícios, mas diz que não será possível através de fundos comunitários.

“A autarquia não pode disponibilizar todo o apoio financeiro necessário para a recuperação dos imóveis” refere Jorge Nunes acrescentando que “é preciso que as instituições angariem outros apoios, mas temos consciência que em algumas situações o esforço principal vai ter de ser do município”.


Ainda assim, o autarca diz que “não há possibilidades de serem desenvolvidas candidaturas de âmbito comunitário”. Por isso, “terá de ser feito um esforço por outra via” reforça.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Reformas

Reformados transmontanos recebem menos




Valor da pensão é metade daquele

que é pago, em média, na capital



Os reformados de Bragança recebem, em média, um valor de pensão que é metade daquele que é pago em Lisboa. Mas a situação é ainda mais grave para as mulheres que recebem, em média, menos 13 euros que os homens. Segundo dados da Segurança Social, avançados pelo Jornal de Notícias (JN), a pensão média paga em Bragança ronda os 272 euros, enquanto que em Lisboa ronda os 504 euros.Também Vila Real surge como um dos concelhos onde as reformas pagas aos idosos são mais baixas, com pensões inferiores ao salário mínimo nacional. Segundo o JN, os valores obtidos são uma média para cada concelho que podem indicar que em Bragança há “reformas milionárias”, enquanto que em Lisboa haverá quem ganhe a pensão social. Aquele jornal aponta ainda que a qualidade de vida existente no interior, bem como a ainda forte rede de vizinhos, amigos e família, fazem com que, apesar dos baixos valores das reformas, os idosos, no distrito de Bragança, dificilmente passarão por situações de pobreza, abandono ou miséria extrema.



In Mensageiro de Bragança, 3 de Julho de 2009

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


Artigo publicado hoje no Jornal Nordeste

Associação pretende transformar a antiga escola primária num equipamento de apoio aos idosos

Rebordainhos quer Centro de Dia

A Associação Social, Cultural e Recreativa de Rebordainhos (ASCRR), no concelho de Bragança, quer transformar o edifício da antiga escola primária num Centro de Dia, com a valência de Apoio Domiciliário.

Reconhecida como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), desde o passado mês de Junho, a colectividade pretende centrar o seu trabalho no apoio aos idosos e às pessoas mais carenciadas.
O envelhecimento da população é um problema que afecta a freguesia, pelo que se torna necessário criar equipamentos para dar resposta à Terceira Idade. “Dos cerca de 150 habitantes de Rebordainhos, cerca de 35 por cento têm mais de 65 anos”, realçou o presidente da ASCRR, José Maria Pereira.
Alguns idosos já recebem apoio de outros lares, nomeadamente de Santa Comba de Rossas ou de IPSSs de Bragança. “As pessoas vão passar a ter um espaço de convívio mais perto de casa. Também queremos reforçar o Apoio Domiciliário, porque há idosos que gostam de estar na sua própria casa e outros não têm condições para se deslocar”, acrescenta o responsável.
A transformação da antiga escola primária, encerrada há cerca de três anos, num Centro de Dia deverá custar cerca de 50 mil euros. “Vamos tentar pedir apoio às instituições e, enquanto associação, também estamos a tentar angariar alguns fundos”, frisou José Pereira.

O apoio social e a preservação das tradições são as apostas da colectividade

O próximo passo é reunir com a Câmara Municipal de Bragança para solicitar a cedência do edifício da escola. “A sede da associação já funciona numa das salas, mas para o Centro de Dia precisamos da outra sala”, sustenta o presidente da colectividade.
A ideia da ASCRR é criar um equipamento social para beneficiar a população da freguesia de Rebordainhos e das aldeias limítrofes, que pertencem ao concelho de Macedo de Cavaleiros.
No que toca ao plano de actividades, a associação já organizou uma sardinhada, no passado mês de Agosto, e um magusto tradicional, para assinalar o Dia de Todos os Santos. “A participação foi bastante positiva e superou as nossas expectativas”, enalteceu José Pereira.
Depois de concretizado o projecto social, a ASCRR também pretende apostar na reactivação de tradições e recuperação de património. “Na sardinhada também tentámos reavivar jogos tradicionais, danças e cantares, que estavam esquecidos. Queremos continuar esse trabalho”, salientou o responsável. Com 132 associados, a colectividade dá a conhecer a sua missão em www.ascrrebordainhos.blogspot.com.



Por: Teresa Batista

Boas práticas ambientais

A noticia saiu no Jornal Nordeste e achamos que merece destaque!

Alunos da EB 2/3 de Izeda recolheram 120 litros de óleos usados

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Izeda atenta à ecologia

120 litros de óleos alimentares usados recolhidos renderam à EB 2/3 de Izeda, no concelho de Bragança, cinco bicicletas. A acção, levada a cabo pelos 170 alunos daquele estabelecimento de ensino, integra-se na campanha “Recolha de Óleos Alimentares Usados nas Escolas”, no âmbito do Plano de Sensibilização para 2008 promovido pela empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste.

domingo, 9 de novembro de 2008


Apicultura com um toque feminino

Sandra Barbosa aposta na produção de mel, pólen, velas decorativas, sabonetes e chás

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Apicultura com um toque feminino

Aos 30 anos, Sandra Barbosa concilia o mundo das abelhas com o negócio e as aulas que lecciona no ISLA- Bragança. A apicultura surgiu na vida desta jovem empresária no âmbito do mestrado sobre a caracterização química do pólen apícola do Parque Natural de Montesinho.

Sandra Barbosa instalou as primeiras 25 colmeias na zona do Zoio, em 2006, apoiada pelo programa AGRO. Licenciada em Engenharia Biotecnológica e com o mestrado em Química, o sector apícola foi o caminho escolhido por Sandra para sair da situação de desemprego. “Enquanto fiz o mestrado dei aulas na Escola Superior Agrária. Depois houve necessidade de reduzir o corpo docente e eu fui uma das professoras afectadas”, conta.

domingo, 19 de outubro de 2008

Castanha da Terra Fria - DOP

Castanha da Terra Fria - DOP (Denominação de origem protrgida)
Zona de Origem: A área geográfica de produção está circunscrita aos concelhos de Alfândega da Fé, Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Valpaços, Vimioso e Vinhais.
Castanhas provenientes de cultivares regionais (Longal - mais de 70% -, Judia, Côta, Amarelal, Lamela, Aveleira, Boa Ventura, Trigueira, Martaínha e Negral) de Castanheiro europeu, muito brilhantes, de forma elíptica alongada e boa aptidão para o destaque. O castanheiro tem e teve, desde sempre, uma importância fundamental para as populações de Trás-os-Montes, primeiro como recurso alimentar essencial e depois como uma das principais fontes de rendimento.
Aroma e Sabor: Sabor característico
Apanha e Tratamento: Não é permitida a aplicação de tratamentos fitoquímicos às árvores e, como tal, os frutos estão isentos de resíduos e pesticidas. A recolha dos frutos é feita no chão, para que a maturação seja completa, não sendo permitido nenhum método mecânico de apanha. Os frutos são colhidos por variedade e agrupados em lotes. O acondicionamento deve ser feito em local seco e arejado.
Área de Produção (ha): 110000
Coloração: Cor castanha avermelhada, muito brilhante, com estrias longitudinais escuras
Forma de Comercialização: Existe nas variantes de castanha fresca e castanha transformada (pilada, congelada, confitada ou em calda), devidamente acondicionada e identificada.
Legislação Aplicável: A área geográfica delimitada de produção consta do Despacho 44/94, de 20-01, o qual também reconheceu a Denominação de Origem. A TRADIÇÃO E QUALIDADE foi reconhecida como Organismo Privado de Controlo e Certificação pelo Aviso do DR nº 28/94, de 03-02. A Denominação de Origem foi registada e protegida pelo Regulamento (CE) nº 1107/96, de 12-06.
Número de Produtores: 6675
Observações: DOP - Denominação de Origem Protegida
Organismo de Controlo e Certificação: TRADIÇÃO E QUALIDADE - Associação Interprofissional para Produtores Agro-alimentares de Trás-os-Montes
Produção Anual (Toneladas): 5675
Telefone (OCC): 278261410
Informação recolhida na Internet . Apesar do desconhecimento completo do assunto, fiquei com a ideia de que a Castanha produzida na Freguesia poderia ser comercializada como DOP se para isso os seus produtores aderissem à sua certificação. Quais as vantagens e desvantagens que daí adviriam, também seria interessante conhecer.
Em contacto efectuado com a entidade certificadora, fuquei a saber que não tinham recebido nestes últimos anos nenhum pedido de certificação de castanha da Terra Fria e que qualquer pedido de certificação se deve iniciar sempre no inicio da Campanha anual, dado que e entidade tem que conhecer o historial dos Soutos, também me informaram que o processo se deve iniciar através da Associação dos produtores de Castanha do Distrito de Bragança.
A castanha da região de Marvão e Portalegre também poderá ter a designação de DOP

sábado, 18 de outubro de 2008


Ouro à vista em Moncorvo
Noticia do semanário Nordeste

Análise geológica na zona do“Buraco dos Mouros”, em Urros, revela fortes vestígios do metal dourado

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Ouro à vista em Moncorvo

Os vestígios encontrados no “Buraco dos Mouros”, em Urros, no concelho de Torre de Moncorvo, levam a crer que este local foi uma exploração de ouro no tempo dos Romanos. É bem visível uma pequena cavidade na zona do castro de Nossa Senhora do Castelo, um povoado fortificado da Idade do Ferro, com sinais da romanização e do período Medieval, com fortes características de exploração aurífera.
As potencialidades desta zona rochosa foram reveladas, no passado sábado, no Museu do Ferro de Torre de Moncorvo, pelo professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Alexandre Campos Lima. Durante a palestra subordinada ao tema “Minas de Ouro Romanas em Portugal”, o estudioso baseou-se na tese de mestrado da autoria de Carla Martins para falar sobre o “castro” de Nossa Senhora do Castelo de Urros e do “Buraco dos Mouros”.
Na óptica de Alexandre Lima, este local encontra-se na zona de charneira de uma dobra geológica, onde há intercalações de rocha negra, havendo fortes possibilidades de ocorrência de precipitação de fluidos ricos em ouro. Este metal terá sido explorado durante a ocupação dos Romanos.
De acordo com alguns historiadores, as minas de ferro têm ligação às explorações de ouro, até porque o ferro permite a criação de ferramentas para extrair o ouro da rocha. Na época da mecanização esta teoria está completamente ultrapassada, mas fazia todo o sentido há milhares de anos atrás.
Ainda no concelho de Torre de Moncorvo, o encarregado do Museu do Ferro, Nélson Campos, revela que, de acordo com uma fonte do século XVIII, houve aproveitamento de ouro aluvial no rio Douro, no termo de Peredo dos Castelhanos.

Estudioso recomenda prospecções geológicas nas encostas do rio Sabor, para detectar vestígios de ouro

Além disso, o responsável salienta ainda que, à luz de documentação do século XIX, terá existido uma mina importante de ouro entre o chafariz de Lamelas e o rio Sabor. Aliás, em prospecções realizadas por uma equipa do Projecto Arqueológico da Região de Moncorvo, em 2006, foi descoberta uma escombreira muito antiga junto a um valado, que, actualmente, está coberta por densa vegetação.
Perante estes factos, Alexandre Lima sugeriu a criação de uma equipa multidisciplinar, formada por geólogos e arqueólogos, para estudar o fenómeno do ouro numa terra rica em ferro.
Na óptica do estudioso, estes locais também podem ser aproveitados para fins turísticos, tal como já acontece noutros pontos do País. Exemplo disso em Trás-os-Montes é o caso de Jales e Três Minas, onde o município de Vila Pouca de Aguiar investiu na criação de um Centro Interpretativo, que disponibiliza visitas guiadas ao complexo mineiro.
Recorde-se que no concelho de Bragança há, igualmente, vestígios de exploração de ouro nas localidades de Guadramil e França, onde foram levadas a cabo prospecções geológicas recentemente.
Durante a palestra, Alexandre Lima falou, ainda, de diversas explorações de ouro de Norte a Sul do País e falou, em especial, do complexo de Castromil, no concelho de Paredes, do qual é responsável pelos estudos realizados.

Por: Teresa Batista

sábado, 4 de outubro de 2008


II Feira Internacional da Castanha
Bragança 7 a 11 de Novembro

Portugal é o segundo maior produtor da Europa. Trás-os-Montes representa 30 por cento da produção nacional

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Bragança recebe a II Norcastanha

Sendo um dos maiores produtores de castanha a nível mundial, Portugal deveria apostar mais na transformação deste fruto. A ideia foi avançada durante a apresentação da 2ª edição da Feira Internacional da Castanha – Norcastanha, que vai decorrer em Bragança de 7 a 11 de Novembro.

O certame, que visa promover a fileira da castanha, integra um extenso conjunto de iniciativas dedicadas a este produto. “Este ano há um reforço das actividades, pois a feira assenta nas parcerias com diversas entidades”, sublinhou o vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Rui Caseiro.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Vinho “falado” em mirandês

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“Lhéngua Mirandesa” é a primeira marca de vinho com rótulo escrito nas duas línguas oficiais de Portugal. A Cooperativa Agrícola Ribadouro (CAR), em Sendim, aposta no Miradês para promover o vinho regional do Planalto.

“O próprio nome ‘Lhéngua Mirandesa’ já é uma marca e nós quisemos associá-la ao vinho”, explica o presidente da CAR, José Luís Almendra.


quinta-feira, 3 de julho de 2008

Apresentação de Livros

Luís Vale Apresentou dois livros na CTMAD, no dia 10 de Julho

"Histórias de Escano e Soalheira"

"Bem Perto do Céu - A Novena - Retiro da Senhora da Serra"

As Edições Cosmos, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro e o autor Luís Vale apresentaram dos livros no dia 10 de Julho de 2008, , na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Lisboa.
Dada a ligação dos temas à nossa região, aqui fica a divulgação dos mesmos.